desenredo, substantivo
masculino -
ação ou efeito de desenredar (-se);

desenredamento; desprender-se da rede; separar-se do que está enredado.


  Outras crônicas
de JC Cavalcanti


Visita ao GRAACC
* GRAACC - onde a dor encontra a alegria
Reveillon
A estátua
A emancipação da mulher
A Veja e a AMBIÇÃO
A prisão de cada um
Ninguém olha as folhas caídas
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Números Complexos
Exposição histórica - JC Cavalcanti

Corinthians: a origem de um nome - Luiz Roque

Calendários - Luiz Roque


    

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O homem que desdenhava as máquinas

Chuang Tse

Um filósofo confucionista passeava com seus discípulos pelos campos do sul da China, quando viu um camponês que molhava sua horta com um regador.

O filósofo perguntou-lhe por quê não usava uma bomba para este trabalho.

O camponês olhou-o e respondeu:

"Ouvi meu Mestre dizer que aqueles que usam engenhosos instrumentos são espertos nos seus negócios. Aqueles que são espertos nos seus negócios têm astúcia no coração. Aqueles que têm astúcia no coração não o têm puro e incorrupto. Aqueles cujo coração não é puro e incorrupto têm o espírito agitado. Aqueles cujo espírito é agitado não são veículos convenientes para a Paz. Não é que eu desconheça estas coisa, é que eu teria vergonha de usá-las".  

Leia a íntegra desse conto, clicando aqui


Os ensinamentos de Mestre Peregrino



Minicontos Fantásticos

(de Luiz Roque)




O perdão  
O crime e a Mitologia  

Outros minicontos:
A morta             Claussen             A amante
A bebida            O carma              Os três filhos
Ásia Menor         A pista                Encosto
Bobby              
 
 

A caverna

...Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz.

Esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar à cabeça...

Glauco - Que quadro estranho e que estranhos prisioneiros descreves!

Sócrates - Assemelham-se a nós.

Leia Alegoria da Caverna de Platão

Micros: apogeu e decadência 

JC Cavalcanti

Capítulos atuais

   Capítulo I - Atingindo os limites
   Capítulo II - Conversas paralelas
   Capítulo III - A tristeza do Micro
   Capítulo IV - Dúvidas metafísicas
   Capítulo V - Uma discussão filosófica entre micros
   Capítulo VI - Filosofia não é tão chato assim
   Capítulo VII - A solução se torna um problema
 
 

Músicas e poesias especiais



As aparências enganam - de Sérgio Natureza/Tunai
(linda canção gravada por Elis Regina)

Caminante, no hai camino - Antonio Machado

 Desenredo

(Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro)

Por toda terra que passo
me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
de vida feito ao avesso
O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego em me enredo
Nas tramas do teu desejo!

O mundo todo marcado
a ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo,
a morte é o fim do novelo
O olhar que assusta anda morto
O olhar que avisa anda aceso
Mas quando eu chego em me perco
Nas tranças do teu segredo.

Ê Minas, Ê Minas, é hora de partir, eu vou...
Vou-me embora prá bem longe (bis)

A cera da vela queimando
O homem fazendo seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo
O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte indefeso
Mas quando eu chego em me enrosco
Nas cordas do teu cabelo.

Ê Minas, Ê Minas, é hora de partir, eu vou...
Vou-me embora prá bem longe...

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Saudade atormenta sobreviventes do tsunami


Seth Mydans - International Herald Tribune

Sakol Kamchok ficou no lugar de sempre, à beira de um lago lodoso que é a última esperança para os moradores daqui que não encontraram nenhum sinal dos seus parentes desaparecidos. As bombas que durante o mês passado drenaram o lago, jogando as suas águas estagnadas no mar, exumaram motocicletas, carros e pedaços de metal. Mas não foi descoberto nenhum corpo inchado e em decomposição, algo que teria proporcionado alívio a Sakol.

"Preciso saber", disse ele, referindo-se às duas sobrinhas desaparecidas que moravam na sua casa em uma aldeia de pescadores no sul da Tailândia.
"Sinto como se estivesse preso por nós. Elas não podem ficar apenas desaparecidas. É necessário que as suas vidas terminem de maneira apropriada; não podem simplesmente desaparecer".

Quase a metade da população de 5.000 habitantes daqui morreu ou está desaparecida depois que uma enorme onda destroçou as suas casas em 26 de dezembro, atirando-as contra paredes, sugando-as para o mar e alcançando-as quando tentavam salvar suas vidas. Acredita-se que mais 5.000 trabalhadores de Mianmar que aqui moravam tenham também desaparecido.

Ninguém sabe o que aconteceu com eles. Nenhum dos sobreviventes deixou os abrigos temporários para voltar a morar nas ruínas de suas casas. Nam Khem é atualmente uma cidade fantasma, onde ainda estão vivos na memória os últimos momentos de terror das pessoas que aqui morreram.

Alguns dos mortos aparecem nos sonhos dos que sobreviveram. Os moradores dizem que há sobreviventes que a vida de certos sobreviventes entrou em colapso devido ao sofrimento.

"O meu pai fica sentado o dia todo olhando para o vazio", diz Phrapa Chanmuang, 17, que perdeu seis dos 11 membros da sua família. "Um dia ele me pediu uma mala. Eu respondi que não temos malas e ele me mandou comprar uma. Porém, não creio que ele vá partir".

Há um homem amargurado que não pára de repetir:

"Por que as ondas levaram toda a minha família e só pouparam a mim?".

Há aquele corajoso que só chora quando acha que ninguém está olhando. E também há aquele que não pára de revirar os destroços em busca dos corpos da mulher e dos filhos, embora equipes de busca já tenham vasculhado o local.

Na Escola Bang Muang, onde 51 dos 200 alunos de Nam Khem morreram e 45 ficaram órfãos, o diretor, Chitdee Thongsen, luta para fazer com que a vida volte à normalidade. "As crianças parecem estar se recuperando muito bem", diz ele. "Às vezes elas param e olham para o vazio. Creio que nessas ocasiões estão pensando nos parentes mortos".

Porém mais de um mês após o desastre, o futuro vai ocupando o lugar do passado. Os alunos se preparam para as provas escolares. Soldados do exército tailandês limpam as ruínas e constroem as fundações para cerca de cem novas casas. O cheiro da morte desapareceu, embora ainda haja traços dele em depósitos de entulhos nos quais aquilo que restou de Nam Khem foi reduzido a pedaços de metal, canos, fios de cobre, plástico, latas metálicas, geladeiras, botijões de gás e pilhas de papel.

Os moradores já se acostumaram com os ônibus cheios de turistas tailandeses que passam vagarosamente, observando-os sentados sobre as ruínas de suas vidas.

Eles agora se preocupam com a burocracia, indo de um departamento a outro na cidade vizinha de Takua Pa em busca da indenização prometida pelo governo e reivindicando a posse de terrenos.

Quando pensam no futuro, a sua maior preocupação diz respeito aos barcos. A maior parte deles pesca, e, de um total de 300 embarcações, somente meia-dúzia escapou da fúria das ondas. "O nosso verdadeiro problema é não termos meios de sobrevivência", lamenta Prayun Chongkraichak, 38, o chefe de uma pequena coletividade de pescadores sobreviventes.

Os homens se mantêm ocupados fazendo centenas de novas redes, mas ainda que tivessem barcos, eles temeriam que o peixe estivesse contaminado. "Perdemos a nossa confiança no mar", afirma Prayun.

Os grupos de pescadores que se agruparam aqui são como as suturas de uma ferida que cicatriza lentamente. Um punhado de carne foi arrancado de suas comunidades e eles costuram aquilo que restou.

As histórias dos que sobreviveram se parecem, de forma perturbadora, com as dos que morreram. Um grupo poderia muito bem estar no lugar do outro.

Sakol contra que as suas sobrinhas desaparecidas foram aparentemente arrastadas pelas águas através de uma brecha no telhado de zinco de sua casa. A sua mãe se agarrou a uma travessa de madeira do telhado e conseguiu sobreviver.

Phrapa conseguiu fugir da onda em uma pequena motocicleta, levando uma criança consigo. Já a sua mãe, que estava em outra motocicleta, foi alcançada pela água, que a derrubou e a arrastou para a morte.

"Foi o destino", afirma Am Changkraichok, 68, um pescador que conhecia bem todas as vítimas. "Se destino da pessoa era morrer, ela morreu. Quem veio visitar os amigos, ou os estrangeiros em férias, todos estavam aqui porque a hora de suas mortes havia chegado. Morei aqui a vida toda e fui poupado. Como explicar isso? A minha hora ainda não chegou. Quando penso dessa forma, me sinto melhor. A natureza decide. As coisas surgem e desaparecem. Se não superarmos esses eventos, enlouquecemos".

Todas as noites, em uma praia deserta no sul de Nam Khem, Saengarun Pholsaen, 50, um serralheiro, traz três latas de cerveja e senta-se no pátio de um restaurante devastado. Ele toma duas latas e despeja o conteúdo da terceira em um copo plástico para o seu melhor amigo, Somsak, uma das vítimas do tsunami.

"Quatro ou cinco noites atrás eu o vi ao lado da minha cama e ele me disse que ninguém estava se importando com a sua alma", conta Saengarun. "Não foi um sonho. Ele estava mesmo lá. Assim, resolvi vir aqui onde costumávamos beber juntos após o trabalho".

Ele grita nome do amigo - "Somsak! Somsak!" - para avisar que a cerveja está esperando. Depois se senta sozinho e olha o grande sol vermelho afundar no oceano, com uma cerveja na mão.

O copo de plástico fica intocado, enquanto as cigarras cantam nos pinheiros. A luz do dia diminui e tudo em volta de Pholsaen é envolto pela escuridão.

Tradução: Danilo Fonseca

fonte: UOL - jan/2005

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Caminante, no hay camino

de Antonio Machado (poeta espanhol)


Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante, no hay camino
sino estelas en el mar...

Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.  


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As aparências enganam

Sérgio Natureza/Tunai - gravada por Elis Regina

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões.
Os corações pegam fogo e, depois, não há nada que os apague...
Se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão,
o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão,
sonhos vividos de conviver...

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões.
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele...
Se a neve, cobrindo a pele,
vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer,
não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer,
senão chorar sob o cobertor...

As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno...
Mas o verão que os unira,
ainda vive, e transpira ali

— Nos corpos juntos na lareira...
na reticente primavera...
No insistente perfume
de alguma coisa chamada amor...

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Contos



O Louco - de Khalil Gibran Khalil

O avião da Bela Adormecida - Gabriel Garcia Márquez

Uma parábola - Rabindranath Tagore
 
 


Poesias



POEMA DE RHUMI- o mais passional dos místicos -   Rhumi

Luz da Ásia - atribuído a Buda

Mendigos - Jiri Wolker

Já me perdi em jardins imensos...
de Amélia Veiga

Estou cansada de ser gente
Lindo poema de Amélia Veiga

Brincar de ser poeta - Nelma C.

Carnaval Triste - A.Neves e Souza

SE (Rudyard Kipling)

Poesias escolhidas de Tagore

O Elefante - John Godfrey Saxe's


  Poesias de Luiz Roque

   Se tu queres conhecer-me

  Proximidade    -     Fio terra

  PAI         -     MÃE

  Concubinato - A Lua e eu

  O bordão - Casamento

  Renascer - O Filósofo

  Velho tema - Eu jamais te esqueci

  Juventude - O Retrato

  Bem e mal - Ciclotimia


Textos de sabedoria



Educação


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