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| Ciclotimia
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Luiz Roque professor, poeta e escritor
A poesia abaixo está publicada em seu livro Mar Tormentoso
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Meu cérebro é balança
que não pára,
é uma gangorra móvel, to garanto.
Se angustiado, aguardo o lenitivo.
Se entusiasmado, é certo o desencanto.
E assim, esta senóide que carrego
faz da emoção joguete imprevisível.
Se hoje sorrio ao ver-te, não afianço
amanhã dar-te saudação sofrível.
O que agora me traz tranqüilidade,
pode, em pouco, ferir-me de aflição.
Um fato, uma palavra ou um olhar
rompe o equilíbrio do meu coração.
Tanto me enreda a vil ciclotimia,
que vou perdendo o senso do real:
não sei se estou pior quando vou bem,
não sei se vou melhor quando estou mal.
(outubro/92)
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