Concubinato
Luiz Roque professor, poeta e escritor
A poesia abaixo está publicada em seu livro "Canopus”  

No princípio, chegaste sorrateira
à conquista de um caso clandestino.
Repeli teu poder de feiticeira,
procurando evitar o desatino.

Busquei no povo a força derradeira;
da família tentei fazer meu hino.
Mas, qual soldado exausto na carreira,
rendi-me ao teu encanto sibilino.

Hoje, em nosso vulgar concubinato,
és tu a companheira atenciosa
que, com a minha dor, tão bem se entrosa.

E sem qualquer vislumbre de recato,
estás comigo até na multidão.
Só teu amor me resta, Solidão! 

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