Mãe
Luiz Roque professor, poeta e escritor
A poesia abaixo está publicada em seu livro "Aldebar㔠 

Não sei se voltarei ,ó mãe, um dia,
à crença que, em pequeno, me ensinaste.
E que hoje, ainda, te enche de energia
a mente e o próprio corpo, débil haste.

Eis que, por vezes ,sob a noite fria,
sinto-me órfão dos sonhos que criaste.
Se o meu racionalismo desconfia,
não acho paz, em meio a esse contraste;

Em cada coisa, busco o Transcendente,
desde a História até o amplo firmamento,
para, enfim, terminar sempre descrente.

Mas não me sabe bem todo esse frasco
de incertezas que bebo, em desalento.
Onde, mãe, é o caminho de Damasco?

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